sábado, 22 de dezembro de 2012

Era uma vez

Era uma vez
Ainda tenho 17 anos
Neste fim de ano é o ultimo ano de criança que eu tenho, mas estou com a sensação que nao eu estou perdendo nada
Já faz muito tempo que minha criança foi corrompida
Há tantas coisas que eu nunca perguntei e ainda quero saber
O que é poeta? o que é artista?
Quem matou a poesia?
Ou muitos tem medo de escrever ou não existem mais
Se não existem mais de onde vieram? Onde estiveram?
Será que é preciso escrever com gramática perfeita? Ou até mesmo em ordem ortográfica?
Será que é preciso está inserido em um grande problema social onde mora? Ou apenas é preciso falar palavras sofisticadas para dar aquele txan de importância?
Não me acho artista mas alguns amigos gostam de ler minhas coisas
Minha definição para essas palavras é justamente aquele que fala a verdade
E eu to tentando ainda conseguir falar o que eu realmente acho
Fim

Sábado

Hoje aqui no barzinho onde almoço está tocando um bregazinho pesado e tem mais bêbados do que o costume, o cheiro de cigarro e cachaça está mais forte 
Cheguei mais cedo
E é nesse clima de boêmia que escrevo
Mais cedo sabendo que iria encontrar o meu pai, imaginei umas 5 linhas de conversa que fariam eu falar tudo que penso e  levariam a uma briga feia
Hoje eu acordei mais cedo
Acabei nao fazendo nada e preferi ficar olhando ele brincar com o meu gato
É quase Natal 
Eu esperava que nada desse clima natalino me afetasse, afinal de contas só realmente significam números e medidas humanas
Mas nem sempre tudo foi assim. Essa época era uma desculpa para a união familiar e tudo era lindo era uma mentira, mas era uma mentira sincera!
Eu penso em qualquer dia pedir suco aqui, mas sei lá, a coca ks deste bar é muito gelada
Hoje, aqui, fingindo que não sei rimar, eu escrevo e almoço sem saber para onde vou no Natal 
De repente só
Mais um ano se passou e mais uma parte do meu iPhone se quebrou
Já nao quero ma(i)s um iPhone novo
 eu quero mais um motivo para viver

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Au



É um saco vir aqui na esquina almoçar, acontece que esse é um dos momentos mais vivos do meu dia. Eu fico pensando, escrevendo..
Eu saio de casa
Igor Braga Duarte 
Muita gente costuma falar sobre o significado dos nomes
Igor quer dizer príncipe da paz
Príncipe da paz?
Paz
Eu sou a pessoa que menos sinto isso que eu possa achar
Pera vou comer
Eu como todo dia no mesmo lugar que alguns pedreiros e eu adoro comer aqui
É uma comida simples e uma das poucas que me fazem sentir vontade de comer em grandes quantidades para ver se eu fico menos magro
Vejo eles pedirem o mesmo prato que o meu, vivendo exatamente da mesma comida e com rostos mais pacíficos que o meu...
Qual a diferença? O que me faz viver em guerra?
Talvez, julgo eu, eu viva intensamente procurando a verdade das coisas e eles não
E procurar a verdade é um absurdo*
Mas ao mesmo tempo é a única coisa que me faz ter paz. 
Estou sendo mais ousado, falando o que penso para minha família, com eufemismo mas falando e agora eu estou com facilidade de dormir
Meu nome para mim só significa que eu cresci sendo a pessoa que os meus pais gostariam que eu fosse, destinando tudo, começando pelo meu nome entre outras coisas como a comida que eu como neste restaurantezinho
O feijão daqui é especialmente bom
Meus sobrenomes me lembram o peso de certas culturas que eu preciso honrar pelos meus pais que me deram esse sangue e outras culturas boas que eu agradeço muito de ter nascido nessa família. 
A importância dos nomes nos dias parece ressoar mais forte quando temos que fazer coisas e ser coisas que nao somos. 
Lutar pela verdade,tentar viver num ambiente menos manipulado é pedir para haver guerra quando se é um adolescente. 
Nao quero acabar chateando as pessoas que amo com toda essa raiva acumulada.
As vezes é preciso fugir do próprio nome para se encontrar (e ser o príncipe da paz)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Antes de ontem

Hoje eu prostitui  minha identidade
Não que a minha identidade seja feita apenas de cabelo, mas atualmente era uma das poucas coisas que  podiam me fazer. 
Pode parecer besteira, mas depois de tanta repetição se torna um grande problema nao ser em todos detalhes
Pq os pais modelam tanto os filhos?
Hoje minha identidade vendeu o cu para investi em uma que eu já deveria ter há 3 anos. 
Quem sou?
Já que aparentemente tudo na vida tem uma engrenagem, e ao completar 18 anos a engrenagem que faz a gente poder ser o que é, aparece. Pais deveriam ser mais maleáveis quanto a essa falácia dos 18 anos dependendo de quanto o filho pode ser responsável do que é. 
É tão ruim nao ser reconhecido e se passar por idiota por entes queridos. 
Hoje eu corto o cabelo, no meu aniversario eu faço minhas tatuagens para começar, família. 
E até lá meu cabelo da uma crescidinha. 
Mas também se lançar the last of us e watch dogs antes eu me ferro

sábado, 8 de dezembro de 2012

Maceió uma cidade transparente



No mundo ainda falamos sobre felicidade e criticamos os seus vários tipos e suas fontes
Falamos revoltados da mascara ou até mesmo da pele viva e feliz que vestimos para ir ao trabalho, ao mundo, quando na verdade nossa verdadeira pele está podre como a de um zumbi
Mas Maceió é uma cidade transparente. Se estivermos felizes, estamos felizes de verdade!
Olho para zumbis todo o dia na rua, vagando quase sem destino para o resto de suas vidas. A pele que eles vestem aqui é a real, pois já na tem vergonha de nao ter vergonha. Quando se tem que sobreviver como zumbi a vergonha nao pode existir. 
A transparência na minha cidade vai de um canto a outro!
Os grandes zumbis, os zumbis mutantes e suas habilidades, os zumbis que mandam nesse estado, também nao tem vergonha de sua forma real. Além de mostrar sua face, suas ações monstruosas são bem explicitas.
Não temos nada a esconder, pois quando nos perguntam respondemos "uuuuuhrrr hollister". 
Maceió uma cidade que nao tem nada a esconder

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quatro e cinquenta e um



São quatro e cinquenta e um em um quarto que já não é mais escuro em maceio
O tempo vai passando e da minha janela aberta
Além da minha rede de proteção eu percebo o motivo que faz meu quarto não ser maa tão sem cor
São quatro e cinquenta e um e eu odeio escrever
O nascer do sol que é tão romântico quanto o crepúsculo e suas cores me faz perceber que tudo, até mesmo o sol, pode ser triste combinado com o romance
Já é dia e para mim o dia ainda não acabou, não acabou pois esperei uma paz de espirito no dia que me fizesse dormir
Satisfação
Quanto tempo mais ficarei acordado?
Uma leve vontade de dormir aparece pela vergonha que o sol me irradia mostrando que acordarei mais tarde em um ciclo maior de insônia
São quatro e cinquenta e um e a rede de proteção não me protege da luz que cega um mundo lá fora
Tudo isso passa pela minha cabeça em alguns segundos enquanto minha mente, não tão sã pelo sono ,me faz olhar para um ponto fixo, quase uma paralisia
Aah sol
Fecho a janela que, pelo motivo de dias como esse, é quase opaca..  no mesmo minuto e vou escrever
Agora eu tenho mais tempo
Já não são mais quatro e cinquenta e um
Consigo entender tudo que se passou naqueles segundos de insatisfação e me vejo como uma criatura da noite
Mas diferente das criaturas da noite
Eu não enxergo melhor, meus sentidos não ficam mais aguçados
Eu não sinto nada
Não ouço nada
É só mais fácil de se esconder
Mesmo tentando todo dia não perceber esta realidade
Escrever me faz ouvir menos vozes minhas
Acho que já posso dorme
5:23