segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quatro e cinquenta e um



São quatro e cinquenta e um em um quarto que já não é mais escuro em maceio
O tempo vai passando e da minha janela aberta
Além da minha rede de proteção eu percebo o motivo que faz meu quarto não ser maa tão sem cor
São quatro e cinquenta e um e eu odeio escrever
O nascer do sol que é tão romântico quanto o crepúsculo e suas cores me faz perceber que tudo, até mesmo o sol, pode ser triste combinado com o romance
Já é dia e para mim o dia ainda não acabou, não acabou pois esperei uma paz de espirito no dia que me fizesse dormir
Satisfação
Quanto tempo mais ficarei acordado?
Uma leve vontade de dormir aparece pela vergonha que o sol me irradia mostrando que acordarei mais tarde em um ciclo maior de insônia
São quatro e cinquenta e um e a rede de proteção não me protege da luz que cega um mundo lá fora
Tudo isso passa pela minha cabeça em alguns segundos enquanto minha mente, não tão sã pelo sono ,me faz olhar para um ponto fixo, quase uma paralisia
Aah sol
Fecho a janela que, pelo motivo de dias como esse, é quase opaca..  no mesmo minuto e vou escrever
Agora eu tenho mais tempo
Já não são mais quatro e cinquenta e um
Consigo entender tudo que se passou naqueles segundos de insatisfação e me vejo como uma criatura da noite
Mas diferente das criaturas da noite
Eu não enxergo melhor, meus sentidos não ficam mais aguçados
Eu não sinto nada
Não ouço nada
É só mais fácil de se esconder
Mesmo tentando todo dia não perceber esta realidade
Escrever me faz ouvir menos vozes minhas
Acho que já posso dorme
5:23

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