Filosofia:
Uma atividade Libertadora
A Filosofia, vista no popular como matéria
obrigatória em escolas, “É um estudo de
pessoas que falavam loucuras em uma época muito distante da nossa.” E é
muito normal vermos que na nossa sociedade é implícito ou até mesmo pregado que
filosofar é uma coisa chata e/ou até mesmo desnecessária. Vemos exemplos claros
tanto quanto simples como adolescentes que tanto pensam do jeito citado acima
quanto julgam pejorativamente outros que tentam entender do que se trata,
quanto em meios mais sociais como política e religião. O conceito de
filosofia é tão pejorativo que é comum encontrar pessoas que são filosofas, se
questionam de tudo e nunca estão indiferentes a nenhum assunto por já ter
pensado antes, porém não se consideram filósofos por pensar que é uma coisa
muito mais chata.
Nesse conceito de que não precisamos pensar, de que
tudo está pronto, de que a vida toda já foi pensada por outra pessoa, até mesmo
pelos antigos filósofos, muitos de nós acabamos confortáveis em simplesmente
seguir as regras e acreditar em tudo que nos é dito “sem nem piscar”.
Se Platão
estivesse vivo veria a ironia que foi criar uma analogia tão bem feita que é o Mito da Caverna e também de tantas
outras questões filosóficas que auxiliam a sociedade até hoje, para explicar a
importância de se questionar, para que no fim das contas, ele mesmo e também
outros filósofos, serem cumplices da comodidade de pensamento, uma vez que, por
parecer verdade é de costume não questionar.
Essa
comodidade de ter resposta para tudo é boa pois ela não causa angustia, uma vez
causada pela dúvida. Porém, não só estamos acorrentados em uma caverna vendo
ilusões que achamos que é real, viramos também massa de manobra para interesses
de quem gerou as grandes verdades absolutas. A liberdade consequente que a
Filosofia encontra nas verdades, ela não é só libertadora de uma grande prisão
de pensamento. Ela nos liberta da escravidão da falta de escolhas.
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